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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Sistema Mandalla

Sistema Mandalla: um projeto auto-sustentável promissor para o Brasil

Diferentes culturas agrícolas e animais são cultivados ao redor de um reservatório de água, que é a base essencial do sistema (Cortesia/Notícias de Rolândia)
No Brasil, a agricultura familiar representa 84,4% das propriedades rurais, 75,7% da população ocupada na agricultura e 38% do valor bruto da produção agropecuária, segundo o Censo Agropecuário de 2006 do IBGE.
Isso significa que a agricultura familiar, ao contrário do que muitos pensam, tem um papel fundamental na produção dos alimentos e na manutenção da economia agrícola brasileira. O homem do campo forma, assim, a base da economia primária do Brasil. Porém, ele carece de incentivos, meios e condições técnicas e econômicas adequadas, as quais deveriam dar os suportes necessários para uma boa qualidade de vida, servindo essas mesmas para incrementar o seu potencial produtivo e a sua relação saudável e equilibrada com o meio ambiente.
A relação dos produtores rurais com o meio ambiente tem sido, dentro ou fora da agricultura familiar, quase sempre pouco inteligente quanto à utilização dos recursos naturais e da preservação do meio ambiente. Os grandes produtores têm devastado grandes áreas e destruído e poluído gravemente o campo, inclusive as áreas de matas virgens. O pequeno produtor também tem subutilizado os recursos naturais devido ao modelo de cultivo e manejo de culturas massificado proporcionado pelas multinacionais, que estimula a monocultura e o uso de fertilizantes e defensivos químicos.
O sistema de produção agrícola predominante no Brasil tem afetado gravemente as famílias que vivem no campo. Elas têm sido exploradas economicamente e privadas dos conhecimentos nativos de suas culturas locais quanto aos recursos e formas de produção tecnologicamente inteligentes e ecologicamente sábios. Além disso, a atual cultura globalizada de massas, vazia de valores humanos essenciais, junto com as ideologias políticas desgastadas, desumanizadas e rançosas, os tem afetado economicamente, como também minado e destruído suas próprias culturas tradicionais e suas reais possibilidades socio-econômicas, fazendo-os ainda hoje migrarem em massa para os grandes centros urbanos.
Uma alternativa produtiva, humanizante e ecologicamente inteligente
O Sistema Integrado de Produção Mandalla ou Projeto Mandalla é uma forma de agricultura familiar auto-sustentável peculiar que tem tido bons resultados em muitos estados do país.
Foi criado pelo administrador Willy Pessoa há cerca de trinta anos, e sua filosofia tem como base a recapacitação para a auto-sustentabilidade do homem do campo, dentro de suas próprias condições culturais tradicionais – o que inclui o meio ambiente e a cultura.
Segundo Willy, “a base filosófica da Mandalla é que a família rural produz sua própria alimentação com qualidade, produtividade, responsabilidade social e exercício da cidadania.”
A abordagem do projeto leva em conta os recursos ambientais e as características sociais, econômicas e culturais de cada região, e espera conseguir sempre um desenvolvimento sistêmico dos grupos e comunidades que adotam o Sistema Mandalla.
Em boa parte das regiões onde o Sistema de Produção Mandalla tem sido adotado, existe crescimento econômico, familiar e social, além do reflorescimento das culturas humanas tradicionais. Junto com isso, os recursos naturais têm sido utilizados inteligentemente.  A educação dos novos tem sido mais ampla, rica e bem orientada em valores humanos essenciais, porque recuperou os positivos modelos culturais tradicionais.
Boa parte desse processo inicia-se diretamente com a capacitação  oferecida pelo Projeto Mandalla, que leva à educação e à capacitação técnica dos chefes de família. Grande atenção é dada para o papel educativo da mulher na formação moral e humana das gerações futuras: “…porque se você educar um homem, você educa um indivíduo. E educando uma mulher, educa uma geração. Então, é na família que está o princípio de todas as mudanças que nós pretendemos fazer”, diz Willy.
O ensino, a capacitação e as formas de aplicação do Sistema Mandalla são simples, porém muito bem planejadas, alcançando e beneficiando, muitas vezes, municípios inteiros. O Projeto Mandalla não beneficia somente as economias familiares, mas integra socialmente a coletividade e fortalece as culturas tradicionais locais, gerando enriquecimento multi-direcional nos aspectos humano, econômico, social, educativo e cultural.
Porém, mesmo com todo esse alcance e benefícios, o Sistema Mandalla não tem nenhum vínculo com a esfera política, nem é partidário de nenhuma ideologia econômica, social ou política em particular. O projeto é voltado para os indivíduos e a coletividade dentro de uma perspectiva altruísta, benevolente e comunitária: “A nossa missão como uma organização da sociedade pública sem fins lucrativos é justamente ajudar aos governos – seja que governo for, seja que partido for -, e principalmente ao partido que nos interessa, esse partido chamado Brasil. A partir daí, começar a criar uma semente de que nós somos responsáveis por nós mesmos e pelos outros.”
Vantagens e benefícios sócio-econômicos do Sistema Mandalla
Diz o agricultor que cultiva a partir do Sistema Mandalla, Antonio Severo dos Santos: “Se todo agricultor tivesse uma horta assim, as famílias não precisariam se demandar para as grandes cidades.” Isso porque inúmeras famílias, vilas e cidades tiveram um incremento econômico considerável depois da implantação do Sistema Mandala, além de uma maior abundância de alimentos e uma mais eficiente integração dentro de suas comunidades locais.
Já existem milhares de Sistemas Mandallas em dezenas de cidades brasileiras e em diversos estados. Em algumas regiões, os cultivadores que vivem a partir do Sistema Mandalla chegam a receber mais de R$ 2.000,00, o que é muito mais do que receberiam trabalhando em lavouras ou criadouros de terceiros. A partir disso, a economia local é estimulada e uma prosperidade saudável e equilibrada aparece na região, dentro dos parâmetros e recursos socioambientais possíveis. Isso impede naturalmente a opulência, a desigualdade social e a má distribuição de riquezas e de recursos materiais.
Os jovens, especialmente os estudantes e universitários, são convidados a conhecer o Projeto, quando então recebem informações relevantes sobre a sua interação e responsabilidade com o meio ambiente, sobre as possibilidades de valorização de suas próprias culturas locais e sobre a importância dos seus modelos sócio-culturais tradicionais. Os estudantes aprendem os aspectos técnicos essenciais do Sistema Mandalla e se tornam capacitadores para o ensino e a disseminação do Projeto.
O Sistema Mandalla utiliza os próprios recursos naturais, aproveitando ao máximo todos os elementos ambientais locais (água, terra, sol, vento, e vegetação nativa) e as criações animais das próprias pessoas interessadas, economizando meios e recursos, reutilizando a água e reciclando nutrientes a partir dos excrementos dos animais e da compostagem, entre outros.
Além disso, a irrigação feita através da micro-aspersão (veja abaixo) promove uma economia média de 30% no consumo de água, quando comparada com as formas de irrigação convencionais. Outro benefício da micro-aspersão é que ela evita a erosão do solo, tão comum em muitas formas de irrigação convencional, porque a primeira asperge a água de forma ampla e difusa para um grande número de plantas, sem concentrar-se com intensidade em locais definidos, enquanto a segunda tende a saturar locais específicos da terra, provocando sulcos erosivos.  A água da irrigação do Sistema Mandalla provê ao solo uma grande fertilidade, porque a criação dos animais feita no primeiro círculo enriquece-a naturalmente com diversos compostos orgânicos.
Apesar de todos os aspectos positivos, existem algumas falhas na implantação e difusão do Sistema Mandalla que ainda impedem que o Projeto se torne um sucesso consistente em escala nacional. Por exemplo, em algumas regiões, mesmo que essas tenham obtido melhoras com o uso do Sistema Mandalla, os indivíduos que vivem exclusivamente a partir desse sistema não têm alcançado tão bons resultados econômicos, devido à falta de suporte técnico-informativo adequado e certas dificuldades instrumentais. Eles encontram dificuldades técnicas no cultivo e na viabilização de sua produção, entre elas a instabilidade ou a queda sazonal da produção, além da dificuldade de venderem seus produtos nos mercados, pois não têm meios adequados para conservá-los e/ou transportá-los. Ainda não foram desenvolvidas as condições necessárias para serem certificados como produtores orgânicos pelas associações dos produtores orgânicos.
Então, mesmo sendo um excelente projeto, em alguns aspectos o Sistema Mandalla precisa de reflexões e aprimoramentos. Por exemplo, na promoção de um melhor suporte técnico-informativo durante o período em que os produtores estiverem se estabelecendo dentro de suas condições técnicas e funcionais próprias, e daquelas necessárias para a sua integração nos mercados locais.
Ainda assim, o Projeto Mandalla tem sido um recurso valioso para milhares de famílias no Brasil, inclusive em zonas castigadas pela seca, que recobraram suas capacidades produtivas, afastaram o fantasma da fome, incrementaram suas economias, revitalizaram suas culturas e sociedades e recuperaram e orientaram muitos jovens a partir de consistentes valores humanos e saudáveis modelos culturais tradicionais.
A estrutura física e funcional do Sistema Mandalla
A estrutura física do Sistema Mandalla ocupa uma área média de 50 x 50 metros. Constuitui-se de nove círculos concêntricos. Diferentes culturas agrícolas e animais são cultivados ao redor de um reservatório de água, que é a base essencial do sistema.
Os primeiros três círculos são compostos de um tanque de água onde existe uma criação de peixes e animais de pequeno porte – galinhas, marrecos, coelhos e similares. Há culturas de frutas e hortaliças, além de café, batata-doce, mandioca e similares. Nas bordas do terceiro círculo são cultivadas plantas medicinais e ornamentais.
Do primeiro ao terceiro círculo, tudo é destinado à melhoria da qualidade de vida dos que vivem a partir de seu próprio Sistema Mandalla. Os três círculos provêm praticamente todo alimento necessário para o núcleo familiar. Na verdade, uma única Mandalla alimenta até cerca de vinte pessoas. No entanto, esses três primeiros círculos, além de proverem todos os alimentos necessários para as famílias, promovem um incremento econômico inicial mínimo, que é conseguido com a venda do excedente da produção obtida.
Do quarto ao oitavo círculo, a função dos cultivos é a melhoria da condição econômica das famílias. Os agricultores escolhem e cultivam uma rica variedade de plantas alimentícias de acordo com os espécimes locais e a demanda de mercado. Aqui, o cultivo se destina essencialmente à venda dos produtos agrícolas para indústrias, mercados e similares.
O nono é o círculo de equilíbrio ambiental. Ele envolve os demais círculos e cumpre as funções de proteger o Sistema Mandalla através de cercas-vivas e quebra-ventos, prover uma parte da alimentação dos animais e fazer a inserção da Mandalla, de forma ecologicamente equilibrada, no meio ambiente circundante.
O Sistema Mandalla não necessita de nenhum tipo de defensivo agrícola devido à forma peculiar em que as diferentes culturas agrícolas são distribuídas dentro de sua estrutura em forma de círculos concêntricos, que as protege naturalmente das pragas. Por isso, os alimentos obtidos são naturalmente orgânicos.
A irrigação das plantas ocorre a partir da água do tanque central, que é bombeada e distribuída por um sistema simples de irrigação piramidal feito por seis tubos de mangueira plástica, que irrigam os nove círculos. O sistema de irrigação é feito por micro-aspersão, através de pequenas hastes plásticas flexíveis furadas, do tipo cotonetes, que aspergem a água de forma difusa, ampla e não concentrada, beneficiando assim várias plantas ao mesmo tempo e evitando a erosão do solo.
A construção do tanque de água, a feitura dos círculos concêntricos e a instalação do sistema de irrigação levam poucos dias para serem concluídos. Assim, a base de instalação do Sistema Mandalla é rápida.  O custo médio de sua instalação completa é cerca de R$ 1.300,00 a R$ 1.500,00, mas isso pode variar um pouco de região para região.
Por todos os múltiplos benefícios que promove, vale a pena conhecer o Sistema Integrado de Produção Mandalla.


Fonte: 
https://www.epochtimes.com.br/sistema-mandalla-projeto-auto-sustentavel-promissor-para-brasil/

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

MORINGA OLEÍFERA - Conhecida Como a Árvore da vida


Nome Científico
É uma planta da família Moringaceae e os cientistas a conhecem como Moringa oleifera, porque ela também produz muito óleo.

Nomes Populares

Em alguns lugares do nordeste é conhecida como Lírio-Branco e Quiabo de Quina, em inglês, é chamada de Drumstick (Baqueta) devido ao formato que lembra o Bastão de bater o tambor.

Características

É uma planta perene (que dura muitos anos, não acaba) que atinge cerca de 10 metros de altura. As flores são perfumadas, de cor branca ou bege, pintadas de amarelo na base. O fruto é uma espécie de vagem normal, que tem duas faces.
As sementes, sempre em grande número por fruto, têm quase 1 centímetro de diâmetro e, são aladas.

Origem
É uma árvore originária da Índia. Nasceu em uma região seca como a do sertão do Brasil, onde chove pouco e durante período curto do ano.
A Moringa oleifera esta entre as fontes vegetais mais ricas em vitaminas:
A Moringa oleifera e suas propriedades por serem ricas em nutrientes e suplemento vitamínico contém 46 antioxidantes, 90 nutrientes, contém quase todas as vitaminas e os micro e macro minerais necessário a função das células

A (betacaroteno)
B1 (tiamina)
B2 (riboflavina)
B3 (niacina)
B6 (piridoxina)
B7 (biotina)
C (ácido ascórbico)
D (colecalciferol)
E (tocoferol) e K.


Os seus fãs actuais, que redescobriram as suas virtudes e as suas múltiplas utilizações, chamam-na "árvore milagrosa". Em África, as folhas são utilizadas na farmacopeia e na alimentação e — mais recentemente — como complemento alimentar para as pessoas com sida. Na Índia, preferem-se as vagens. O óleo extraído das sementes foi utilizado em perfumaria no Egipto, há 3000 anos. Na Jamaica, há 200 anos que é utilizada na cozinha. As sementes, reduzidas a pó, têm propriedades

Na África, com milhões de pessoas com o vírus HIV e AIDS, tem sido uma arma no combate aos efeitos debilitadores dessa doença, por ser rica em proteínas, vitaminas e sais minerais, assim como é poderosa arma contra a desnutrição crônica em muitas regiões daquele continente.

Resultados positivos ocorreram no tratamento de prostatite, câncer da próstata, reumatismo, tumores, lupus eritematoso, artrites e outras doenças auto-imunes, hipertensão arterial, hepatite, mobilidade gastrintestinal, vírus Epstein-Barr, epilepsia, fadiga crônica, males causados pelo tratamento de câncer, tratamento pré-natal, de glaucoma, de má nutrição de adultos e crianças, de redução da obesidade, cura de irritação gastro-intestinal, de dermatoses, de bronquites e de inflamações de mucosas em lactentes. As raízes são laxativas. A planta produz efeito renovador das células epiteliais, dos órgãos sexuais e do cérebro.

Estudos demonstraram sua eficiência em dezenas de doenças: é anti-diarréica, anti-inflamatória, anti-microbiana, anti-espasmódica, anti-diabética, diurética, vermífuga (flores e sementes).
Existe citação do uso dessa planta com essa finalidade na bíblia, em Exodus 15:20-25. Ela é considerada um milagre da natureza, uma verdadeira farmácia natural.

Existem centenas de sites divulgando esta planta e seus produtos em todo o mundo. Existem institutos de pesquisas pesquisando esta planta e divulgando os resultados. Basta citar na pesquisa ^Moringa Oleífera^, que milhares de resultados aparecerão, em muitas linguas.

Em nosso site em CURIOSIDADES E INFORMAÇÕES - SITES RECOMENDADOS, existe uma lista de sites que poderão ser visitados, com uma gama enorme de informações sobre a planta.O apoio da ONU/UNICEF ocorre em campanhas para o seu plantio e uso. No Senegal foi instalada uma indústria para extração de produtos, com compromisso de compra das sementes, preço em dólar. A campanha resultou no plantio de oito milhões de arvores, em algumas semanas.

Esta planta é da India e plantada nas ruas decorativamente,mas foi descoberta qualidades medicinais sendo usada no Brasil,no nordeste, para purificar a água e como recuperador do sistema imunológico das crianças carentes.

A Moringa oleifera Lam. é uma espécie arbórea pertencente à família Moringaceae, adaptada às condições áridas e semi-áridas e de uso diversificado com especial destaque na ornamentação de parques e jardins, na alimentação animal, na complementação alimentar humana e na medicina. Uma vez que são poucas as informações sobre essa planta, o trabalho teve como objetivo avaliar o acúmulo de nutrientes nas raízes e parte aérea de mudas submetidas a diferentes soluções nutritivas com exclusão de macronutrientes. Os tratamentos consistiram de sete soluções nutritivas:

 1) solução completa (SC); 2) SC-N; 3) SC-P; 4) SC-K; 5) SC-Ca; 6) SC-Mg; 7) SC-S. O N e o K foram os macronutrientes mais acumulados nas mudas, seguidos pelo Ca, S, P e Mg. Os nutrientes omitidos da solução nutritiva apresentaram-se em teores mais baixos nos tecidos vegetais. A omissão de todos os elementos, com exceção do P, aumentou a concentração de P nas mudas. A omissão de Ca e de K da solução nutritiva favoreceu o aumento da concentração de Mg nas mudas. O aumento da concentração de Ca nas mudas foi favorecido com a omissão, na solução de tratamento, de K e de Mg. A omissão de N diminuiu, em todas as partes das plantas, a acumulação de K, Ca e Mg. As concentrações de P e N, em todas as partes das plantas, aumentaram e diminuíram, respectivamente, com a omissão de S na solução nutritiva.

A árvore Moringa é das plantas mais úteis e as de mais diversificada aplicação que existe.
As folhas frescas de Moringa contêm tanta proteína quanto um ovo, tanto cálcio quanto em 4 copos de leite, tanta vitamina C quanto 7 laranjas, tanto potássio quanto 3 bananas, 3 vezes mais ferro que nos espinafres e contêm 4 vezes mais vitamina A que nas cenouras

Nos continentes Asiático e Africano, a utilização como alimento é bastante antiga. Na América Central também há certa tradição. As receitas são inúmeras. Na Indonésia, por exemplo, consome-se o arroz com sopa ou molho de folhas de moringa. Em Timor, há um prato muito apreciado chamado “makansufa”, que significa refeição de flores. As flores de moringa são fritas em óleo de coco e imersas em leite de coco, para serem consumidas com milho ou arroz. Nas Filipinas, folhas novas são transformadas em purê para alimentar crianças. Na Etiópia, as folhas temperadas e cozidas são utilizadas em mistura com batatas e tomates. Os frutos podem ser consumidos em conservas. Em Bombaim, na Índia, há uma fábrica que exporta para países ocidentais enlatados de drumsticks. Em alguns países as folhas servem para alimentação animal. No Brasil, sabe-se há pouquíssimo tempo, que a moringa é comestível. A espécie está sendo vista como alternativa alimentar estratégica. Em algumas escolas de regiões carentes estão usando folhas da moringa na merenda escolar. Segundoelatos de professores, o rendimento dos alunos melhorou. No instituto de parmacultura da Bahia, em Salvador, tem-se usado a farinha das folhas secas para alimentar crianças em substituição à farinha de mandioca.

Todas as partes da moringa são usadas na medicina popular da ásia, áfrica e américa central, apesar de que ainda poucas das propriedades alardeadas foram comprovadas cientificamente. Sabe-se que as folhas e as sementes possuem propriedades antibacterianas, e que a vitamina a associada a outras vitaminas combate os radicais livres, moléculas derivadas do metabolismo, que prejudicam as células provocando o envelhecimento. Os usos mais citados da moringa são para as doenças da pele, sistema digestivo e doenças nas articulações.

O conteúdo de vitamina a nas folhas é de 23 mil ui (unidades internacionais) por 100 gramas de folhas maduras, o maior dentre os vegetais comestíveis. Só para se ter uma idéia da importância desse conteúdo, o brócolis possui 5 mil ui e a cenoura 3.700. as folhas da moringa são boa fonte de fósforo, cálcio, ferro e vitamina c contém também cerca de 27% de proteínas.

Moringa oleifera é uma hortaliça arbórea, nativa da Índia, de até 8 m de altura. É planta rústica, tolerante a solos pobres e de crescimento extremamente rápido.

Nenhuma outra planta comestível tem tanta vitamina A quanto a Moringa (sete vezes mais que a cenoura, por ex.). Quando as mudas atingirem 50 a 80 cm de altura, plante-as em local definitivo, com distância de 4 a 6 m entre elas. Ela não tolera sombra nem solo encharcado. Cuidado com as formigas!
Consumir as folhas novas, sem os talos, em sopas, sucos, omeletes, etc. Os frutos novos (vagens) também são consumidos. Ajude-nos a incluir a Moringa oleifera na merenda escolar.

Proteínas - 42% - 21%
Cálcio - 125% - 84%
Magnésio - 61% - 54%
Potássio - 41% - 22%
Ferro - 71% - 94%
Vitamina A - 272% - 143%
Vitamina C - 225% - 9%
 

Moringa OleíferaA Moringa Oleífera (Moringaceae), planta originária da Índia é considerada por botânicos e biólogos, um milagre da natureza. Uma esperança para o combate da fome no mundo. Rica em vitaminas e sais minerais, ela tem:

a) Sete vezes mais vitamina C que a laranja;
b) Quatro vezes mais cálcio que o leite;
c) Quatro vezes mais vitamina A que a cenoura;
d) Três vezes mais potássio que a banana;
e) Duas vezes mais proteína que o leite (cerca de 27% de proteína, equivalente à carne do boi);
e) Mais ferro que o espinafre;
f) Vitaminas presentes: A, B (tiamina, riboflavina, niacina), C, E, e beta caroteno.
g) Minerais presentes: Fósforo, Ferro, Selênio e Zinco.


INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE USO


ALIMENTAÇÃO HUMANA - Por suas propriedades alimentícias, pode ser utilizada em tratamentos de desnutrição, pois é rica em proteína, vitaminas e sais minerais. Também pode ser utilizada no combate à obesidade e ao colesterol elevado, substituindo com nutrição equivalente, mas com muito mais vitaminas e sais minerais, a carne e vários outros alimentos que engordam ou que são ricos em gorduras saturadas.


COMO AUMENTAR O POTENCIAL DE FOLHAS E FLORES DA PLANTA
"Aos 6 anos, Andressa, antes desnutrida, fez uma última avaliação. Está com quase 20 quilos. Não precisa mais de acompanhamento. Vitória que a mãe atribui aos incríveis poderes da moringa.
Ela é forte, tem muita vitamina. Para dar resultado, temos que utilizá-la sempre. Ela era bem miudinha, cabia na palma da minha mão", lembra a dona de casa Carlequiane Dias.
Como as terras do Brasil são, em geral, muito férteis, a tendência da planta é crescer muito rapidamente e produzir um tronco alto. Para aumentar o potencial de folhas e flores, seja para alimentação humana, animal oui aumentar a produção de flores parra as abelhas, pode-se utilizar a seguinte estratégia:

  • Quando a planta atingir 80 cm, quebre o ponteiro, para ela soltar multipla brotação no tronco;
  • Deixe os novos brotos crescerem mais uns 40 cm e quebre as pontas de todos eles, como fez da primeira vez. O objetivo é multiplicar, novamente a brotação, para que a árvore forme uma copa mais ampla;
•Quando os novos brotos atingirem outros 40 cm, quebre as pontas destes tambem, com o mesmo objetivo. A partir daí poderá colher as folhas que nascerem e os brotos novos que surgirem. Eles serão repostos pela planta;

Este procedimento ajudará a planta a formar uma copa mais ampla. Posteriormente, poderão ser tomados alguns cuidados, como cortar as pontas mais altas quando crescerem, para a planta permanecer numa altura mais baixa e desenvolver galhos laterais, o que aumenta o potencial e produção de folhas e flores, que são os principais objetivos.

O pesquisador da Embrapa Pantanal, Frederico Olivieri Lisita, há três anos desenvolve pesquisas com forrageiras de alto teor de proteína para alimentação do gado em período de seca, e a Moringa tem se destacado entre as diversas espécies estudadas. Os motivos, são diversos: atinge o ponto de corte para forragem com apenas 6 meses, é de fácil cultivo e, por possuir hastes flexíveis, é de fácil manejo para o corte. Além disso, é uma planta resistente a pragas. Durante o plantio, não são utilizados insumos agrícolas industriais, reduzindo assim o custo de produção.

Atualmente não existem estudos publicados no Brasil da aplicação da Moringa na suplementação alimentar animal. O pesquisador da Embrapa Pantanal desenvolve os experimentos em uma propriedade rural, no assentamento Tamarineiro II - Sul, onde as Moringas são plantadas para avaliação dos resultados. Durante a pesquisa, estão sendo feitos testes de produção de matéria verde e seca, proteínas e fibras de espécies plantadas em diferentes espaçamentos. A previsão é de que os resultados sejam divulgados até o final de 2012.

O proprietário do sítio, José Luiz Rosenes Freitas, conhecido como Zezinho, utilizou a Moringa na última seca para alimentar o gado e aprovou: “a rés não perdeu peso e aceitou bem a forragem, produzida no meu lote entre os meses de novembro a fevereiro, época de maior produtividade da planta”.
Para o pequeno produtor, principalmente nos assentamentos, a forrageira é uma boa opção, já que possui baixo custo de produção e alto rendimento em alimentação de boa qualidade, com uma matéria seca de aproximadamente 22% de proteína. Na região de Corumbá, a Moringa é utilizada misturada com cana de açúcar, para preparação da forragem para o gado.
Enquanto as chuvas causam prejuízos e deixam vítimas em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina é a seca que castiga a população. Quase todo início de ano no sul, as chuvas são insuficientes para as atividades rurais da região, incluindo a pecuária. O rebanho é muito afetado pela estiagem. As condições nutricionais do gado caem, as pastagens nativas e as cultivadas têm pouco desenvolvimento e baixa qualidade e a alimentação disponível aumenta os custos, reduzindo a rentabilidade da atividade.

Período ideal para o plantio

Todos os anos, entre os meses de maio a outubro, os moradores dos assentamentos da região de Corumbá sofrem com a seca e, muitas vezes, chegam a perdem o único bem que possuem: o gado, que morre por falta de alimento. Segundo Lisita, este período de chuvas é o ideal para o plantio da Moringa. Com o plantio antecipado, é possível produzir boa quantidade de forrageiras, suficiente para alimentar o gado em períodos de pouca pastagem. Um dos objetivo do trabalho, desenvolvido nos assentamentos, é conscientizar os moradores apresentando uma alternativa para minimizar os efeitos da seca na criação de gado, por meio da produção de forragem.


Fonte: mfrural.com.br

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Coordenador do Curso Superior de Gestão Ambiental da Universidade Estácio de Sá - Campus Cabo Frio - RJ visita o Projeto Mandalla (Projeto Piloto) em Morada Nova - CE.


Agradecendo imensamente a recepção dada pelo Núcleo Mandalla de Desenvolvimento Sustentável-NMDS de Morada Nova-CE, representada por seus difusores Messias Bandeira e Alex Rabelo na ocasião da visita do Prof. Msc. João Gomes de O. Filho - Coordenador do Curso Superior de Gestão Ambiental da Universidade Estácio de Sá - Campus Cabo Frio - RJ ao Projeto Mandalla (Projeto Piloto na cidade de Morada Nova-CE), declara que pelas dificuldades climáticas e governamentais ali encontradas, parabeniza pela iniciativa e pelo excelente trabalho desenvolvido e que os ensinamentos e experiencias adquiridas durante a visita ajudarão em futuros projetos no RJ, espera que em um futuro breve, as instituições das quais ele representa possa retribuir a gentileza e concretizar parcerias.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Integrantes do Núcleo Mandalla de Desenvolvimento Sustentável participa do 11º Encontro de Agricultores Orgânicos do Nordeste realizado pela Fundação SHARE do Canadá no Assentamento Jucá Grosso em Morada Nova/CE

ACONTECEU NO CEARÁ DE 16 A 19 DE JAN/2011, O 11º  ENCONTRO DOS AGRICULTORES ORGÂNICOS DO NORDESTE, ONDE TEVE A PARTICIPAÇÃO DE 40 AGRICULTORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO , 40 DA BAHIA , 60 DO CEARÁ, 03 DO RIO GRANDE DO SUL. 

ESSE ENCONTRO CONTOU COM A PRESENÇA DE REPRESENTANTES DA SHARE QUE VEM TODOS ANOS AO BRASIL VISITAR VÁRIAS COMUNIDADES BENEFICIANDO AS FAMÍLIAS QUE UTILIZAM  PROJETOS SUSTENTÁVEIS, ONDE SE É DADO APOIO PARA QUE AS MESMAS PRODUZAM ALIMENTOS LIVRES DE AGROTÓXICOS, SENDO ESSE O MAIOR OBJETIVO  DA SHARE, VINDO  AO ENCONTRO COM A FILOSOFIA DO SISTEMA MANDALLA DE PRODUÇÃO INTEGRADA. 

DURANTE O ENCONTRO, OS AGRICULTORES SE DIVIDIRAM  EM GRUPOS PARA BUSCAR E TROCAR NOVOS CONHECIMENTOS, ONDE NESSE ANO DE 2011, ENTRE AS EXPERIÊNCIAS VISITADAS DESTACAMOS EM MORADA NOVA - CEARÁ, O ASSENTAMENTO BOM JESUS COM A CRIAÇÃO DE OVINOS E ASSENTAMENTO JUCÁ GROSSO COM O PROJETO MANDALLA E CRIAÇÃO DE GALINHA CAIPIRA, BEM COMO PROJETOS ARTÍSTICO (TEATRO, CANTO E DANÇA). A SHARE É PARCEIRA DESSES DOIS PROJETOS EM MORADA NOVA/CE, PROJETOS ESSES QUE BUSCAM A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS PARA O CONSUMO PRÓPRIO DAS FAMÍLIAS E O EXCEDENTE É VENDIDO PARA A MERENDA ESCOLAR.  

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Missão Técnica ao Centro Universitário Aberto UNIMANDALLA em Cutié - PB

Pequenos agricultores, integrantes do Instituto Convivência de Quixadá/CE e Agentes Difusores Mandalla do Ceará, irão a Centro Universitário Aberto UNIMANDALLA em Cutié - PB, localizado na BR 104, Km, 06 S/N (Saída para Nova Floresta - PB), onde darão início a um intercâmbio para difusão de tecnologias de convivência como semi-árido com o uso de Mandalas salinas com o cultivo de Halófitas, uma alternativa ao uso sustentável dos rejeitos dos dessalinizadores e poços salinos no sertão nordestino.
Grupo de pequenos agricultores do Horto Florestal de Quixadá/CE

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

II Módulo do Curso de Difusores do Projeto Mandalla Nordeste do Brasil - (Projeto do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID)

Cuité PB - O Unicenter Mandalla PB, realizou no período de 13 a 18 de Dezembro de 2010, segundo módulo de capacitação para formação de Difusores da Tecnologia Mandalla nos estados do nordeste brasileiro (Projeto do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID). O objetivo dessa capacitação foi preparar difusores capazes de disseminar uma rede de outros agentes difusores nos estados do nordeste, para assistir o trabalhador rural e transformar a agricultura familiar em um empreendimento social sustentável. Alem de representantes dos 09 (nove) estados do nordeste, também estiveram presentes representantes do Mato Grosso e do Paraná. Esse segundo módulo prepara o difusor para uma manipulação adequada dos alimentos, alimentação alternativa, técnica de plantio, adubação orgânica, tecnologias socias, manejo de animais, comercialização, negócio e gestão de empreendimentos sociais. 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Alunos do Curso Técnico em Agroecologia em Pernambuco, Utilizam o Sistema Mandalla de Produção em Suas Aulas Práticas.

Alunos do Curso Técnico em Agroecologia da Escola Estadual de Referência no Campo Coronel Luiz Ignácio Pessoa de Mello município de Aliança – PE, com a orientação do Difusor Social Mandalla Marcos Luiz de Oliveira Bezerra, adotaram o Sistema de Produção Mandalla como laboratório das aulas práticas por apresentar condições de criação e cultivos agroecológicos, segundo avaliação dos professores. O processo teve inicio dia 22/11/2010, e a conclusão do curso será em dezembro de 2012.



Mais informação contate o e-mail: marcosluis@teiamandalla.org.br

Vantagens do Sistema Mandalla

  • Não precisa de muito para a sua aplicação, basta apenas uma área de ¼ de hectare, podendo ser aplicada em áreas menores, como quintais ou em áreas urbanas;
  •  As famílias recebem capacitação em técnicas de plantio, nutrição, agroindustrialização básica, plano de negócios, empreendedorismo e linha de financiamento, além de contar com a assistência técnica da equipe mandalla durante todo o processo de implantação;
  • Garante a alimentação familiar e gera excedentes que podem ser vendidos gerando renda mensal a família; projetos sociais e governamentais podem levar este excedente à merenda escolar;
  • É ecologicamente responsável, pois trata-se de uma produção orgânica, em pequeno espaço de terra, com baixa utilização de água e reutilizando materiais como cotonetes e garrafas plásticas de refrigerante;
  •  É um sistema interativo e autosustentável, já que, por exemplo, as galinhas oferecem esterco e aração para plantação e se alimenta de ervas daninhas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Conheça o Projeto Mandalla – DHSA Desenvolvimento Holístico Sistêmico Ambiental

É um modelo que representa um sistema que proporciona a reestruturação econômica de um ambiente e a facilitação e promoção de um ferramental estratégico simplificado, culminando no reaproveitamento racional de desperdícios do capital humano natural local.




A filosofia de 'desperdício zero' como ferramenta de facilitação do sistema processual agroprodutivo, otimiza os recursos naturais disponíveis na área de aplicação do sistema, maximizando os resultados decorrentes de uma melhor relação custo/benefício.

O sistema proposto adota um núcleo central de captação, armazenamento e distribuição de energia - a água, de onde se terá a provisão para atendimento às suas áreas periféricas em círculos concêntricos em volta do núcleo central. As diversas culturas selecionadas, deverão compartilhar o terreno total adotado pelo sistema mandalla, desde que, em cada um de seus respectivos círculos, adotar-se-á a criação de animais, hortaliças, plantas medicinais diversas e fruteiras. O sistema visa essencialmente a nutrição da Unidade de Produção Familiar Rural (UPFR) e capacitar sua inclusão no mercado justo, para onde carreará o excedente de produção.



Na progressão sistêmica, haverá a participação das agroindústrias multiparticipativas. Nessa mesma filosofia se terá a capacitação e a co-participação da gestão social a partir da organização de UPFRs e sua interação com as demais UPFRs em seu ambiente de vizinhança. O sistema proposto, visualiza as 'mandallas' de dimensões progressivas ou em série, que devem ser alimentadas por motores estacionários a diesel, gasolina, biogás, energia eólica, energia solar ou outra modalidade de energia que venha a ser desenvolvida ou aperfeiçoamento a partir de uma outra existente.



Um de seus argumentos mais fortes reside no fato da adoção de microaspersores (canudos do tipo cotonetes), o que garante uma perfeita racionalização da água, distribuída nos locais exatos e nas quantidades adequadas para cada área irrigada. Os microoaspersores em formato cilíndrico tornam-se adequados racionalmente, por proporcionarem uma redução substancial no consumo de água associados a insumos fertilizantes, pois, um aumento na pressão da água em seu interior, resultando em sua expulsão com rica pulverização, o que possibilita um melhor aproveitamento da água sem provocar alagamento nem os efeitos da erosão.



O formato cônico do poço favorece a instalação de uma bomba submersa, o que determina o início do processo de admissão e conseqüentemente distribuição pressurizada da água. O sistema proposto estabelece um diferencial, se comparado às iniciativas convencionais, pois, o fato de em cada intervalo dos círculos, serem plantadas uma espécie de hortaliça, torna possível num sistema completo, ter-se um leque enorme abrangendo uma grande variedade de verduras e legumes necessários para o consumo local, bem como, um excelente excedente de produção que poderá ser comercializado.



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Integrantes do Núcleo Mandalla de Desenvolvimento Sustentável - NMDS de Morada Nova/CE ministram palestra no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFCE campus de Limoeiro do Norte.


O Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, campus Limoeiro do Norte/CE, realizou nos dias 18 a 23 de Outubro o II Encontro Tecnológico, concomitante com a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia. O Evento apresentou durante o período palestras, minicursos, oficinas, dentre outras atividades. 

Diante do exposto, a comissão organizadora convidou o Núcleo Mandalla de Desenvolvimento Sustentável-NMDS de Morada Nova/CE, na pessoa do Coordenador da Agência Mandalla-DHSA, no Ceará, José Messias Araújo Bandeira, para ministrar a palestra no dia 20 de Outubro de 2010, sobre o Modelo Mandalla de Desenvolvimento Sustentável-NMDS já implantado no município de Morada Nova/CE.

Segundo o Diretor Geral do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, campus Limoeiro do Norte/CE, José Façanha Gadelha, o referido evento teve como público alvo: discentes, docentes e toda comunidade do Vale Jaguaribano.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Município de Morada Nova sedia o Pólo de Desenvolvimento Sustentável, com a implantação da Agência Mandalla - DHSA (Unidade Ceará)

Aconteceu no Centro Nacional de Difusão de Tecnologias Sociais Mandalla - DSHA, localizado na cidade de Cuité-PB, o curso de formação de Agentes Difusores do Programa Teia Social Mandalla, no período de 10/10/2010 à 17/10/2010. Esse programa é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, com o objetivo de capacitar 24 difusores em todos os Estados do Nordeste, exceto o Estado da Paraíba, onde foi confirmado o município Morada Nova (Unidade Pólo no Ceará) para sediar Polo de Desenvolvimento Sustentável, com a implantação da Agência Mandalla - DHSA no município, através da participação de uma equipe técnica representando o Estado do Ceará através de seu município pólo (Morada Nova/CE):

José Messias Araújo Bandeira
COORDENADOR DO PROJETO MANDALLA MORADA NOVA
Gleidson Alex Meneses Rabelo
TECNÓLOGO EM RECURSOS HÍDRICOS & IRRIGAÇÃO
ESPECIALISTA EM GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS
Francisco Mário Souza e Silva
TÉCNICO AGRÍCOLA
Felipe Façanha Bandeira
Representante da ADAO

A primeira turma foi formada por representantes de cada Estado, totalizando 24 difusores que já passaram pela formação da agência, segundo José Carlos Mascena - Coordenador do Projeto BID Nordeste, as demais turmas serão formadas nos respectivos Estados do Nordeste e serão 24 por Estado com a implantação de uma Mandalla Escola em cada Estado.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Núcleo Mandalla de Desenvolvimento Sustentável - NMDS, participa da XXI FENERJ em Limoeiro do Norte/CE

Morada Nova - O Projeto Mandalla Morada Nova, premiado em 2009 na Feira de Negócios do Vale do Jaguaribe (XX Fenerj), participa da sua XXI edição, através do Núcleo Mandalla de Desenvolvimento Sustentável - NMDS, realizada nos dias 19 a 21 de Agosto de 2010 na cidade de Limoeiro do Norte, onde foram apresentadas as ações, as tecnologias sociais, as atividades desenvolvidas e a serem desenvolvidas no município de Morada Nova/CE.




Em 02 stands foram expostas algumas culturas que podem ser produzidas por meio do Sistema Mandalla de Produção Sustentável e as que já estão sendo produzidas em Morada Nova através desse sistema, sem a utilização de agrotóxicos, tais como: Alface (Lactuca sativa), Coentro (Coriandrum sativum), Cheiro verde (Alliun schoennoprasum) e a planta que está revolucionando a área da saúde, o Noni (Morinda citrifolia) que, com seu fruto preparado conforme receita, é altamente medicinal, servindo para infinidades de doenças. Também estavam expostos algumas amostras de defensivos naturais, a maquete do projeto mandalla, folders, banners, pirâmide vertical e vídeos com reportagens mostrando a importância do cultivo em círculos.

Contando com o grande fluxo de visitantes no evento, o stand representado pelo Núcleo Mandalla de Desenvolvimento Sustentável-NMDS despertou a curiosidade de pessoas, tais como: produtores, técnicos, estudantes, empresários, instituições, imprensa, lideranças políticas, secretários e prefeitos municipais, de todo o Vale do Jaguaribe no Estado do Ceará, as dependências do Stand ficaram lotadas durante os três dias de evento, onde houve momentos de interação com todo o público, para divulgar as ações da Agência Mandalla em conjunto com a Prefeitura Municipal de Morada Nova, com a criação do Núcleo Mandalla de Desenvolvimento Sustentável - NMDS.

 


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Produção Sustentável em Círculos

Aos poucos vai sendo disseminado pelo Brasil um sistema de produção inicialmente curioso e pouco convencional, mas que se revela eficiente, prático e aplicável em diversas culturas. Trata-se do Projeto Mandalla, também conhecido como Sistema Mandalla, uma alternativa de desempenho para a agricultura familiar e agora também uma boa opção de diversificação de culturas para pequenas, médias e grandes propriedades. 



Processo circular - O Sistema Mandalla é uma produção em círculos concêntricos. As estruturas internas são chamadas de anéis. Em cada anel diversificam-se as culturas. Uma das grandes vantagens é o pouco espaço que ocupa. Em uma área de 50 x 50m o produtor pode implantar um Mandalla e produzir peixes, patos, além de cultivar legumes, tubérculos, cereais, frutas, hortaliças, plantas ornamentais e medicinais.
Sistema Mandalla - Já de início, uma Mandalla enche os olhos: é bonita de se ver, é atraente, ocupa pouco espaço, mostra-se funcional e produtiva. Na verdade é efetivamente tudo isso, entre eles está a necessidade de priorizar o envolvimento da família no desenvolvimento produtivo de um Mandala (evitando a contratação de mão-de-obra de terceiros) e de comercializar os produtos sem recorrer a intermediários.

O centro da área é ocupado por um tanque de água sob uma pirâmide de onde parte o sistema de irrigação que também é de baixo custo. Em geral, a água é levada aos círculos por bombeamento e a irrigação é feita por gotejamento (unidades improvisadas com garrafas pet) ou aspersão (aspersores feitos com hastes de cotonetes). O tanque pode conter de 15 a 30 mil litros. A torre em forma de pirâmide é composta por radiais de onde partem as mangueiras de irrigação. 



Alternativa de renda - A princípio, este sistema foi desenvolvido como uma unidade de produção agrícola familiar e de subsistência. Hoje, no entanto, a otimização dos recursos e o desenvolvimento de técnicas de cultivo e gestão fazem com que o Mandalla seja uma alternativa de complementação de renda para qualquer propriedade. Em alguns casos, o sistema é adotado por trabalhadores rurais que recebem temporariamente pequenas áreas para cultivo nas propriedades onde trabalham, e até mesmo por arrendatários.
O Projeto Mandalla começou a ser articulado há mais de três décadas, na Paraíba, pelo administrador de empresas potiguar Willy Pessoa Rodrigues, e saiu do papel definitivamente a partir de 2003.

Fonte: Revista Panorama Rural


A Revista do Agronegócio

A Potencialização das Hortas Orgânicas através do modelo da Mandalla Alelopática

A Alelopatia é a capacidade das plantas, superiores ou inferiores, produzirem substâncias químicas que, liberadas no ambiente de outras, influenciam de forma favorável ou desfavorável o seu desenvolvimento.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alelopatia